A sessão refletiu sobre a crescente produção audiovisual que retrata mulheres que se relacionam com mulheres, sob a perspectiva de quem vive essas experiências na Bahia — especialmente em Salvador e no Recôncavo. Esse movimento está fortemente ligado à expansão dos cursos de cinema nas universidades, onde muitas destas obras nascem, impulsionadas por ações afirmativas e pela democratização do acesso à produção audiovisual.
Foram exibidos os curtas:
“Tá Fazendo Sabão” (2022), direção de Ianca Oliveira;
“E o que a gente faz agora?” (2019), direção de Marina Pontes;
“Onde o céu encontra o mar” (2024), direção de Julia Paes;
“O último bramido” (2021), direção de Enoe Lopes;
“E agora, Maria?” (2021), direção de Bruna Maria e Gênesis do Futuro.
A sessão foi seguida por um bate-papo com as realizadoras dos filmes Enoe Lopes, Julia Paes e Gênesis do Futuro e com a atriz Nina Pitanga.
Visando ampliar os debates interseccionais acerca das questões LBT através do cinema, fizemos um recorte sobre a juventude a partir de histórias em que o cuidado e a união entre mulheres se tornam formas de resistência.
Foram exibidos os filmes:
“Como respirar fora d'água” (2021), direção de Júlia Fávero e Victoria Negreiros, curta-metragem;
“Levante” (2023), direção de Lillah Halla, longa-metragem.
A sessão foi seguida por um bate-papo com a pesquisadora Simone Brandão, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Lesbianidades, Gênero, Raça e Sexualidade (LES), da Universidade do Recôncavo da Bahia.
Em parceria com o Cineclube Nanook e a ação coletiva Nem Presa, Nem Morta, esta sessão especial ampliou o debate em torno da questão do aborto.
Em 2020, as mulheres argentinas conquistaram a Lei 27.610, que entrou em vigor em 2021. Por esta lei, a interrupção voluntária da gravidez é permitida até a 14a semana de gestação, sem necessidade de justificativa. No mesmo ano (2020) criava-se no Brasil o Projeto Vivas, uma iniciativa sediada em São Paulo que ajuda mulheres de todo o Brasil a acessarem um aborto legal e seguro, seja aqui mesmo no Brasil (pelo SUS) ou no exterior (em casos que o SUS não atende). O documentário conta um desses casos, o da Scarlet: uma mulher paulista, mãe, que viajou a Buenos Aires, capital da Argentina, junto com a equipe do Projeto Vivas, que a apoiou nessa busca por um procedimento seguro.
Compreendendo a importância da discussão deste tema para toda sociedade, fizemos essa exibição seguida do debate com Romina Hamui Livia Almeida.
O tempo que (sobre)vivemos no nosso mundo nem sempre se alinha com o tempo que precisamos para expressar aquilo que não cabe em palavras. Os filmes escolhidos para esta sessão trouxeram homenagem às memórias do palpável e do que é latente dentro de cada mulher.
Foram exibidos os curtas:
“Cheiro de peixe” (2023), direção de Mayara Árvore;
“Um transe de dez milésimos de segundo” (2021), direção de Jamile Cazumbá;
“Como nasce um rio” (2025), direção de Luma Flôres;
“Safo” (2025), direção de Rosana Urbes.
A sessão foi seguida por um bate-papo com a artista multidisciplinar, tradutora e pesquisadora Bruna Barros e com a diretora do filme "Como nasce um rio", Luma Flôres.
A curadoria propôs um recorte sobre lesbianidades e vivências LBTs como forma de refletir sobre o território a partir desses corpos, das relações e das experiências que ocupam e transformam o espaço. Entendendo que falar de terra é também falar de pertencimento - e que os afetos, as resistências e as redes entre mulheres LBTs compõem um território vivo e politicamente potente.
Foram exibidos os filmes:
“Maria de Kalú” (2009), direção de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys, curta-metragem;
“Fabiana” (2018), direção de Bruna Laboissière, longa-metragem.
A sessão foi seguida por um bate-papo com a atriz, diretora, autora-roteirista, curadora, pesquisadora e professora de teatro Matheuzza Xavier.
Dialogando com o tema “Futuro em Movimento” da chamada de Ocupação Artística dos 80 anos do Congresso da UFBA, a curadoria selecionou 03 curtas-metragens em que que territorialidade, identidade e ancestralidade se conectam para pensar o futuro através da memória do passado.
Foram exibidos os curtas:
“Feitura” (2020), direção de Laryssa Machada, Victor Mota, João Moxca;
“In – Nilè” (2024), direção de Jener Augusto e Deko Alves;
“Ancestral” (2025), direção de Marise Urbano.
A sessão foi seguida por um bate-papo com a jornalista, pesquisadora e professora Thais Faria, a curadora e coordenadora de produção do cineclube Bruna Castro e a atriz Kalú Santana, do filme “Ancestral”.
Seguindo com o diálogo com o tema “Futuro em Movimento” que orienta a celebração dos 80 anos da UFBA a curadoria selecionou 03 curtas-metragens em que subjetividade, territorialidade e memória se conectam para pensar e propor futuros.
Foram exibidos os curtas:
“Lamento às águas” (2023), direção de Vilma Carla Martins;
“Uma entre todas, a origem do mundo” (2020), direção de Raiz Rozados;
“A Mulher no Fim do Mundo” (2019), direção de Ana do Carmo.
A sessão foi seguida por um bate-papo com as realizadoras dos filmes Vilma Carla Martins, Raiz Rozados e Ana do Carmo e a curadora da sessão e produtora executiva do Cineclube Violeta Diana Reis.
Produção
Apoio financeiro Realização