Com a temática “Poesia do Cotidiano”, a sessão foi composta por filmes que trouxessem um universo de afetos e sensibilidades através de curtas-metragens que celebram a resistência, a identidade e o amor entre mulheres, de forma leve e poética.
Para tanto foram exibidos os curtas "à beira do planeta mainha soprou a gente" (2020), de Bruna Barros e Bruna Castro, "L de lésbica" (2020), de Juh Almeida e "Amor de Orí" (2017), de Bruna Barros. A sessão foi seguida por um bate-papo entre a realizadora Bruna Barros, a curadora Naiade Bianchi e as realizadoras Bruna Castro e Diana Reis.
Em parceria com o Cineclube Nanook, a sessão teve como proposta temática “Ficção de si - Lesbianidade, negritude e apagamento” propondo uma reflexão sobre as intersecções entre lesbianidade e racismo, trazendo à tona a complexidade das vivências de mulheres negras lésbicas. Em uma sociedade marcada por silenciamentos e apagamentos, é fundamental reconhecer como as trajetórias dessas mulheres, muitas vezes invisibilizadas, estão entrelaçadas com estruturas de opressão que incluem tanto a marginalização racial quanto a sexual. Neste contexto foram exibidos os documentários "Rebu: a egolombra de uma sapatão quase arrependida" (2020), de Mayara Santana e "Neirud" (2023), de Fernanda Faya. Após a exibição, os filmes foram comentados por Thaís Faria e Diana Reis.
A sessão com tema “Para Além do Romance” foram escolhidos filmes que deslocam o foco da narrativa do amor romântico e exploram outras dimensões das vivências LBTs, como amizade, família, precarização do trabalho, solidariedade e reflexões sobre relações de gênero e raça. Essas narrativas revelam como a marginalização afeta suas experiências e o cotidiano se torna um espaço político. A sessão foi composta pelos curtas: "Uma Carta para Meu Pai" (2021), de Aline Belfort, "Sapatão: Uma racha/dura no sistema" (2021), de Devore Se, "Minha História é Outra" (2020), de Marina Campos e "Quebramar" (2019), de Cris Lyra. Os filmes foram comentados após a exibição pela curadora Naiade Bianchi e pelas realizadoras Bruna Castro e Diana Reis.
Com a proposta temática "Em Casa” nossa curadoria explora as complexidades das relações familiares e as descobertas de identidades em ambientes onde mulheres sáficas se fazem presentes. Através de narrativas sensíveis e contra-hegemônicas, os filmes abordam a infância, a formação da subjetividade e os desafios de crescer em meio a questionamentos sobre gênero e sexualidade. Das tensões silenciosas às possibilidades de apoio, a sessão reflete sobre pertencimento, conflitos e as múltiplas formas de viver e reconhecer-se dentro e fora das normas estabelecidas. Uma provocação sobre o que significa "casa" quando se rompe com padrões pré-definidos. A sessão contou com a pré-estreia do curta O QUE VOCÊ É sai por todos os lados, de Larissa Lacerda, além dos curtas "Vó, a senhora é lésbica?" (2019), de Bruna Fonseca e Larissa Lima, "Natal de 86" (2024), de Marina Bastos e "O Fundo dos Nossos Corações" (2021), de Letícia Leão. Após a exibição, os filmes foram comentados pela curadora Naira Soares e pela cineasta Larissa Lacerda.
A convite do Grupo de pesquisa LES (Laboratório de Estudos e Pesquisas em Lesbianidade, Gênero, Raça e Sexualidades), a sessão integrou a programação do Colóquio Serviço Social, Questões LGBTI+ e Direitos Sociais Contemporâneos, e foi composta pelos filmes "Trópico de Capricórnio" (2020), de Juliana Antunes, "Cartas pra Mim" (2024), Marina Vergueiro, "Uma Carta para Meu Pai" (2021), de Aline Belfort e "O Fundo dos Nossos Corações" (2021), de Letícia Leão. Os filmes convidaram o público a repensar a ideia de família a partir de olhares que fogem das normas e abraçam as múltiplas formas de existir e amar, a partir das experiências de mulheres lesbi. A sessão foi comentada pela realizadora Diana Reis.
A sessão teve como tema “Celebrar a Vida” convidando as pessoas presentes a celebrar a vida em suas múltiplas formas de existência e resistência. Foram exibidos os filmes "Beijo Feio" (2024), de Marina Bastos, "Um Sapatão na Caminhada" (2024), de Formigão e Mariana Bastos, Viver Distrai (2021), de Ayla de Oliveira, "Dublê" (2020), de Fernanda Reis e "Ficção Suburbana" (2023), de Rossandra Leone. Após a exibição, os filmes foram comentados por Bruna Barros.
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